Eu leio: sobre livros e a necessidade de ler

Olá!

Decidi ressuscitar o blog depois de um tempão sem escrever uma linha por motivos de: tava na hora!

Ok, também como uma forma de falar comigo mesma, mas vai que alguém acaba lendo, non?

A principal (a única?) razão pra voltar pro blog é falar um pouco das minhas leituras de 2016. Isso porque me comprometi a ler mais nesse ano (eterno), já que ano passado li bem pouco – comparado ao que eu poderia ter lido. Vou frisar o EU da frase anterior, tá? Nem todo mundo tem tempo ou condições de ler em quantidade e não tô aqui pra julgar ninguém. Além disso, quantidade não significa qualidade (que clichê, né?), mas acho isso bem verdade quando o assunto é literatura ou filmes, por exemplo. Ou comida. Ou amigos. Lição pra vida.

Momento confissão: tenho invejinha das pessoas que leem um montão. Ai, siiim! Acho lindo as pessoas lerem 100 livros no ano e acho mais lindo ainda lembrarem de tudo – porque a memória véia aqui não computa! Meu objetivo era beeem menor (pra não fazer feio comigo mesma) do que de fato tenho lido e fico muito feliz por isso (baby steps).

Depois de um período em que ler me causava *estafa*, redescobri o prazer da leitura no fim do ano passado e me dei conta de que tinha lido bem pouco, muito menos do que quando estava na faculdade, por exemplo. Se existe uma coisa chamada ‘ressaca literária’, eu sofria dela. Além disso, eu tenho um outro problema crônico na minha vida conhecido como séries de tv. Eu assisto um monte (assunto pra outro post?), muito mais do que manda meu juízo: não posso ver um pôster novo que, ui, me animo toda. Tô tentando me controlar, mas o vício é forte (bora procurar um grupo de apoio, tipo ‘seriadores anônimos’). Então foi que, recuperada a alegria de ler, me dediquei a procurar livros que eu queria mesmo ler e passei a me divertir muito – mas não abandonei meus programinhas, porque não dá.

Cabe explicar que meu horário de trabalho é muito flexível: sou freelancer/autônoma (ou desesperada, se tu prefere, ainda que eu achei mais bonito o termo ‘profissional independente’) e trabalho a partir de casa. Eu acho lindo trabalhar em casa por vários motivos, mas entre as principais razões tá o fato de que não gasto tempo com o deslocamento entre casa-trabalho e ganho umas horinhas extras no dia. Queria muito dizer que todas essas horas são dedicadas aos livros, mas não vou mentir (muito): assisto minhas séries, passo tempo com a família, faço umas correrias, mas sim, meu dia-a-dia é muito tranquilo.

Longe de mim dar conselho sobre como ler mais, porque sempre me considerei uma pessoa que lê devagar, mas algumas coisas eu pude comprovar com a prática: (1) ter um livro à mão durante o dia me oferece a chance de ler em momentos aleatórios (no ônibus, no trem, esperando por uma consulta, na fila do banco, na hora do almoço, etc.) – e hoje que o livro cabe no celular, então! (2) Ler livros que eu quero muito ler (a menos que esteja lendo pra algum trabalho/aula/curso) aumenta em uns 90% a chance de eu terminar o dito cujo. (3) Ler gêneros diferentes, ou mesmo gênero, mas com assuntos muito diversos, pra não sentir que tô sempre lendo ‘o mesmo livro’, também ajuda. (4) Ler mais de um livro ao mesmo tempo (po-po-polêmica): essa técnica não funciona com todo mundo, eu sei, mas eu gosto de ter opções. Minhas leituras se dividem entre um livro (cópia física) – confesso que cada vez menos –, e-books e audiobooks. Além disso, quase nunca leio não-ficção por não ter interesse, mesmo, mas de vez em quando pego alguma coisa.

Livros impressos são pra mim, hoje, uma espécie de fetiche. Só compro se quero muuuuito; caso contrário, prefiro a versão digital – o que não colabora muito pra construção de prateleiras maravilhosas aqui em casa, mas o fato de ter o livro de imediato depois da compra é algo que me agrada muito. Mas cada caso, um caso, néam?

Outro ponto que me fez ficar comprometida com as leituras foi ter começado a usar o app do Goodreads com ‘seriedade’. Vi os amiguinhos se inscrevendo no desafio de leitura, achei bonito, deu inveja e quis também. Brincadeiras à parte, acho que me serviu de motivação por saber que algumas pessoas no desafio têm empregos ‘tradicionais’ (tipo das 8h às 18h), têm parceiros, filhos, faculdade e estão lendo mais que eu. Então, o que me faltava? Te digo, colega: vontade, mesmo.

Mas vamos combinar que quando o mundo tá tenso, a ficção pode te salvar, né? E 2016 tá testando o limites da humanidade.

Então, minha meta esse ano era ler, pelo menos, 20 livros (isso foi o que eu falei que ia ler; o que eu queria ler mesmo eram 40, mas deixei a meta baixinha pra não me decepcionar – sou realista, gente). Então, como estamos em novembro, pensei em ir listando as leiturinhas do ano, pra não passar em branco esse esforço (esse feito?) e pra eu recordar as coisas boas (e nem tão boas) que li em 2016. VAMOS SER SINCEROS, OK? Nem de longe espero impressionar alguém. Quer se impressionar? Outro dia no youtube vi uma menina falando que leu 290 livros até o mês de setembro. DUZENTOS E NOVENTA. Setembro. Quando eu crescer, quero ser assim (ou quando me aposentar, né?)! Mas sério, essa pessoa lembra de tudo que leu?

Assim, vou fazendo breves comentários sobre o que li até agora, na ordem que fui lendo (tenho TOC). Pode reparar, eu leio muito em inglês (por preferir o original, mesmo) e leio muito YA (young adult; não confundir com literatura infanto-juvenil!) e I DON’T CARE!

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#1 Fates and furies (Destinos e fúrias), da Lauren Groff (2015): Um casamento, duas pessoas. Ambas contam a mesma história, mas que acaba se transformando em versões muito diferentes. O livro se divide em dois momentos, como sugere o título, cada um dominado pela narração do marido e depois da mulher. O que me impressionou foi a qualidade da narração e do enredo, em geral, e da forma tão bonita como a autora fala do olhar do outro sobre nós: sobre como o amor pode transformar (pro bem e pro mal) a interpretação dos fatos e da história compartilhada, como podemos ser melhores diante do olhar de quem nos ama. Mas ainda como pode machucar o fato de que nunca seremos a pessoa que os outros veem.

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#2 Red queen Red queen I (A rainha vermelha), da Victoria Aveyard (2015): Confesso que li porque vi esse livro em várias listas por aí como um dos destaques do ano passado. Basicamente, nele o mundo se divide entre os vermelhos e os prateados (onde os vermelhos são uma espécie de ‘plebeus’ e os prateados, a ‘nobreza’). Acontece que os prateados são tipo os X-men da parada, com poderes divertidos, mas nem sempre muito úteis, passados de geração em geração, e por isso dominam os vermelhinhos (essa distinção se dá por causa da cor do sangue da galera). Po-rém, a mocinha da história, Mare, mesmo sendo vermelha, descobre que tem um poder bacanérrimo, o que pode pôr em questão a dominação prateada. A partir daí intrigas, traições, triângulos amorosos e muita ação. O enredo é bem linear, mas não atrapalha o entretenimento. Nesse primeiro volume, senti falta de uma contextualização maior sobre o que diabos aconteceu com a Terra pra os humanos evoluírem assim, mas ainda dá pra entender e se divertir.

bridget-jones

#3 Bridget Jones’ diary Bridget Jones I (O diário de Bridget Jones), da Helen Fielding (1996): Tinha visto o filme há anos e nem lembrava direito, mas acho que todo mundo conhece a história, né? Achei divertido: ri e, de modo geral, me identifiquei com algumas neuras da Bridget. Menção honrosa pra mãe dela, que é impagável. Honestamente, esperava um pouco mais pra justificar o fandom todo, mas acho que a popularidade do livro tá mais ligada ao filme (que revi depois de ler o livro e achei bem mais engraçadinho) e ao elenco que inclui THE Mr. Darcy (aka Colin Firth

caderno-de-um-ausente

#4 Caderno de um ausente, do João Anzanello Carrascoza (2014): Pra quem gosta de poesia e de textos líricos, esse livro é ideal. Ele é uma longa carta do narrador para a filha recém-nascida, Beatriz, e é repleto de passagens muito bonitas, sensíveis e que contam pra menina a história da família. O que me agradou muito foi a exploração formal do autor – o livro é basicamente um parágrafo longuíssimo com interrupções (espaçamentos brancos) no corpo do texto. Me lembrou a escrita do Nassar, mas não tão profunda nem tão comovente. Ainda assim, uma leitura rápida pra quem busca um pouco de poesia no dia-a-dia.

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#5 Eveything everything (Tudo e todas as coisas), da Nicola Yoon (2015): Um romance YA com um toque de drama e certo suspense. A narradora, Madeline, é uma menina meio afro-americana, meio asiática (representatividade: bonus points), que sofre de uma doença imunológica que faz dela ‘alérgica ao mundo’, ou seja, ela não pode sair de casa. Tudo tem que ser esterilizado e inspecionado antes de entrar na ‘bolha’ em que ela vive, inclusive as pessoas. O problema é que a Madeline tem um vizinho novo gateenho que vai atentar a vida dela. O livro é bonitinho, com cenas fofas, mas pra mim faltou substância, achei meio raso. O final é surpreendente e talvez seja ele que faça o livro tão popular, mas confesso que já li melhores. Uma coisa que me irrita um pouco é a quantidade de livros sobre adolescentes doentes no mercado; dá pra fazer histórias interessantes sem essa tragédia toda, gente! (Não que esse livro seja choradeira, ok?)

fim-fernanda-torres#6 Fim, da Fernanda Torres (2013): Primeiro livro que li da Fernanda, cujo trabalho como atriz e produtora admiro muito. A história gira em torno de cinco amigos que relembram a vida que levaram, juntos e separados, o que envolve muita festa, pegação, entorpecentes, traições, arrependimentos. O livro foi tudo que eu esperava: o texto é muito fluido, coloquial e desbocado, aproximando a gente dos personagens. Ri muito com algumas passagens e também me emocionei com outras – as dores e desamores dos personagens se intercalam e se conectam enquanto eles relembram os anos de amizade, todos já senhorezinhos. Ótimo trabalho da autora em distinguir as vozes de todos eles, criando personalidades muito diferentes!

the-secret-history#7 The secret history (A história secreta), da Donna Tartt (1992): Meu tipo de livro, viu? Um grupo pequeno de alunos numa aula de filosofia vai desenvolvendo uma obsessão tanto com o professor (que eles encaram como mestre mesmo), tanto com seus egos. Desde o princípio, o narrador deixa claro que ele e os colegas cometeram um crime e o resto do livro vai ser um caminho meio torto até o ato em si e as consequências. Um enredo que desafia a moralidade, onde nada é simplesmente bom ou mal, que usa a arte e a filosofia pra discutir as escolhas, a inteligência e a própria vida dos personagens. Li por aí que algumas pessoas acharam o livro pretensioso e arrogante; não acho que seja o caso, mas entendo que se tu não gosta muito de literatura e de livros que discutem a fundo assuntos mais complexos, mesmo sendo ficção, vai ser complicado ler até o fim. Uma das melhores leituras do meu ano.

Capa Submissao_Alfaguara para novo padrao.indd#8 Submissão (Soumission), do Michel Houellebecq (2015): O livro mais polêmico e mais desconcertante da lista. O enredo gira em torno das eleições francesas de 2022, quando o Partido da Irmandade Muçulmana vence as eleições e dá início a uma transformação nacional. O protagonista é professor de literatura do século XIX e tem, em teoria, tudo pra ser um cara interessante, a não ser pelo fato de que ele não é. Além de ser praticamente apático frente aos acontecimentos do país, ele é machista, egocêntrico e um tanto raso. Por isso, acho que não entendi se o livro é uma sátira ou uma distopia, já que a problematização da situação não se aprofunda muito. O que mais gostei foi como o mundo acadêmico passa a ser um espelho do futuro da nação francesa, mas fico com o pé atrás por não entender bem a proposta do autor: incitar uma discussão ou o medo do estrangeiro?

city-of-bones#9 City of BonesThe Mortal Instruments I (Cidade dos ossos), da Cassandra Clare (2007): Depois desse livro me assombrar por aí, resolvi ler pra decidir por mim mesma se era bom. Achei divertido, no geral. Sei que essa série tem muuuuitos fãs, mas eu não tinha ouvido falar dos Shadowhunters até então e mesmo sem muito conhecimento, consegui aproveitar bem a leitura. Primeiro que é um livro muito rápido de ler porque, ainda que o universo ficcional seja intrincado, a gente vai juntando tudo e segue em frente. As personagens não são lá muito complexas, mas o Jace é de longe meu favorito – ele tem um humor muito gracinha. Tem bastante ação e o enredo se desenvolve bem e quando terminei fiquei curiosa pra ler mais. P.S.: gostei muito do filme (hello, Aidan Turner!), mas a série de tv tá meio esquisita, viu.

night-film#10 Night film (Filme noturno), da Marisha Pessl (2013): Uma das melhores coisas que já li na vida! A filha de um diretor de cinema famosíssimo é encontrada morta numa construção abandonada e um jornalista desacreditado vai investigar o crime por conta própria. Acontece que esse jornalista é obcecado com pai da menina, o tal diretor, que tem uma carreira de sucesso fazendo filmes estranhíssimos de terror. Além da caçada pelo assassino,  que é o enredo central, a coisa mais fascinante desse livro é exatamente o diretor, Cordova, e o que a autora faz dele, tanto que eu queria que ele fosse alguém real pra poder ver os filmes! Pessl criou, além da biografia do cara, uma filmografia (os filmes são descritos no livro), entrevistas (que aparecem como material de investigação do jornalista) e vídeos (inclusive alguns que dá pra ver no youtube da autora!). Ela se inspirou no Kubrick pra criar o Cordova e toda a aura de mistério e adoração que cercam tanto ele quanto a família e a casa em que ele morava; ela ainda brinca com nossa percepção de celebridade versus pessoa real. Além dos elementos dos thrillers investigativos, tem muitos elementos góticos clássicos dos filmes de terror (como não amar?) e a parte final do livro é sensacional!

TO BE CONTINUED com as outras leituras em breve! Até!

5 thoughts on “Eu leio: sobre livros e a necessidade de ler

  1. Olá!

    Como eu disse no face, adorei tuas resenhas! A maioria desses livros eu não tinha ouvido falar nem no autor, com exceção da Dona Tartt que eu li o “The Goldfinch”.
    Me interessei por ler o Submissão, me parece que o aumento da população muçulmana + o aumento da xenofobia na Europa é um assunto que a gente deveria começar a pensar mais sobre.
    Tive que procurar no Google como se parece uma pessoa meio asiática meio afro, e daí notei que já tinha visto várias vezes mas nunca tinha me dado conta.

    Não sei por quê o pessoal tem preconceito com ler YA. Ok, tem uns clichês do gênero (o protagonista é especial, ou o protagonista tem aqueles problemas que todo mundo tem no ensino médio… ou isso seria infanto-juvenil? eu posso estar confundindo…) mas quase sempre acho que é bom entretenimento.

    Eu tenho uma disposição contrária a tua quanto a quando eu leio, porque para mim quanto mais eu fico em casa menos eu acabo lendo. Esse ano tenho lido muito porque pegando o trem para ir e voltar de Porto Alegre eu basicamente só leio de 2h a 4h por dia. Até onde eu tenho notado, esse é um dos poucos pontos positivos hahaha.

    Gostei do teu projeto, continua assim! E vai botando as resenhas aí que eu já me interessei por alguns títulos (o da Dona Tartt, o Submissão e Night Film) mas ainda não sei se é porque são bons ou só porque tu faz boas resenhas😛

    Beijão!

    • oie🙂 muito obrigada por ler e comentar!
      tu sabe que comecei a ler The goldfinch, mas não consigo terminar? Não sei o que é. Tem cara de livro que eu gosto, então deve ser neura minha mesmo! O que tu achou?
      Eu acredito que a crise dos refugiados evidencia os casos de xenofobia e preconceito religioso. Até certo ponto, o livro não trata da religião em si, mas trata os muçulmanos como um grupo que cresce muito e que acaba ‘colonizando’ a França. Pras mulheres, isso fica bem complicado. Confesso que sou muito ignorante nesse assunto, então teria que estudar mais.
      A literatura YA é focada em pessoas entre 14 e 21 anos, mas eu acho que se o livro é bom, isso não importa, né? Sim, tem os clichês, mas tem coisas muito boas também (séries de fantasia e sci-fi bacanérrimas), mas isso acontece em todos os gêneros. Tem muitos livros YA que focam no ‘coming of age’, sim, esses problemas chatos todos. Mas tem muitos autores que abordam problemas mais específicos, como depressão, anorexia, dislexia, etc. Acho importante livros com protagonistas diversos, porque é uma época da vida em que a gente gosta/precisa se ver representado.
      Pelo menos a viagem de trem tem algo de bom, né? Que tu anda lendo?
      Night Film é excelente, recomendo muito! (já recomendei pra outras pessoas que gostaram😉 )
      Obrigada pelo carinho! :*

      • Bah, leia Goldfinch! Não sei onde tu parou, mas ao longo do livro o personagem vai crescendo e vão aparecendo os efeitos psicológicos da perda da mãe e de ter um pai cuzão. Tem um trecho que fala sobre depressão que é muito podersoso; eu estava no ônibus quando li a primeira vez, tive que parar a leitura, respirar fundo e ler de novo porque era muito bom.
        Outra coisa legal é que em algumas partes eles falam de obras de arte de uma forma que eu nunca tinha ouvido. Isso meio que abriu uma porta na minha cabeça que nunca tinha sido aberta, hehehe.

        Eu to lendo agora O Salmão da Dúvida, que é uma coletânea de umas coisas escritas pelo Douglas Adams que o pessoal achou no computador dele depois que ele morreu. É legal pq eu sou muito fã dele, mas acho que não vale a leitura para não-fãs.
        O último que eu li que vale muito a pena foi The Stand, do Stephen King. O pano de fundo é uma epidemia que mata quase todo mundo (uma supergripe criada em laboratório). Mas o interessante da história são as relações entre os personagens, como cada um lida com a situação toda, como a sociedade se reconstroi aos poucos. Tem um elemento sobrenatural bem leve que deixa tudo mais legal. Recomendo! (só que é um hipopótamo de um livro: quase 1200 páginas; intimida mas depois achei ótimo que o livro era grande, porque deu tempo do autor fazer o que queria).
        🙂

      • siiim, não desisti de Goldfinch, ainda volto pra ele! adorei o começo, mas na parte em que o menino vai morar com o pai e vira amigo do russo (romeno?), me aborreci um pouco.
        Douglas Adams tá na minha lista (too many books, too little time), tenho muita vontade de ler!
        acredita que nunca li Stephen King? acho que tenho uma implicância com as adaptações pros filmes que, pra mim, sempre fazem caca no final. Tu recomenda algum outro livro dele (pra eu não começar com um de 1200 páginas hahaha)?

  2. Pingback: Eu leio #2: mais leituras de 2016 | undone thoughts

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