Eu leio #2: mais leituras de 2016

Olá!

Como iniciei a listinha de leituras de 2016 no post anterior, acho justo continuar com os comentários breves sobre os livros. O plano é pôr em dia a lista até chegar na minha leitura atual e daí em diante fazer postagens mais longas sobre cada leitura. Mas essa ideia ainda tá no departamento de ‘veja bem’ e estará sendo analisada em breve.

Bora?

glass-sword#11 Glass sword – Red queen #2 (Espada de vidro), da Victoria Aveyard (2016): Segundo volume da série A rainha vermelha que começa exatamente onde o primeiro terminou (ainda bem, porque o primeiro termina num momento WTF!). Não tem como não contar muito sem dar spoilers pra quem não leu Red queen, mas vou dizer que a mocinha, Mare, começa a encontrar alguns coleguinhas que também são vermelhos, mas têm poderes geniais, e uma guerra vai se desenhando. Bonus points pra heroína, que é cheia de defeitos e me dá nos nervos às vezes, mas isso a torna muito real. Mas a Aveyard é rainha dos plot twist! Nada vai como a gente espera, é um bazinga atrás o outro. E O FINAL?! Ah, esses autores que deixam a gente morrendo com a última página são uns safadeenhos! Uma bela sequência pra série, viu.

city-of-ashes

 

#12 City of ashes – The mortal instruments #2 (Cidade das cinzas), da Cassandra Clare (2008): Livro que segue Cidade dos ossos, quando a história começa a engrossar. Nesse segundo volume, Clary segue em busca da mãe dela enquanto lida com as várias descobertas do livro anterior. O ritmo da história segue bom, apesar dos pontos ‘misteriosos’ da trama serem bem óbvios, introduzindo novos personagens e trabalhando bastante a mitologia dos Shadowhunters. Não tem nada de extraordinário, mas é um daqueles livros que a gente lê rapidinho e se divertindo!

 

carry-on#13 Carry on (Carry On: Ascensão e Queda de Simon Snow), da Rainbow Rowell (2015): O livro mais fofura do ano, com certeza. Primeiro, eu não esperava gostar tanto sem ter lido ‘a origem’ dele antes, que é Fangirl. É assim: em Fangirl, a protagonista escreve fanfiction sobre uma série de livros fictícios, cujo protagonista é Simon Snow. E aí a Rowell resolveu publicar esses escritos como livro separado, fazendo um ótimo trabalho em criar o universo do Snow, que é um mago órfão na escola de Watford (soa familiar?). Sim, Simon Snow é inspirado em Harry Potter e acho que os potterheads devem se divertir muito com a leitura. O que me conquistou foi a narração simples e fluida, os personagens cativantes e o jogo com as palavras (eles fazendo mágica são demais! – ri muito!). Um livro querido e amorzinho! Simon é o protagonista, mas o Baz é genial❤

city-ofglass#14 City of glass – The mortal instruments #3 (Cidade de vidro), da Cassandra Clare (2009): Meu problema com ler séries de livros é que a curiosidade em saber como termina é maior que minha força de vontade. Nesse terceiro volume – que não é o final da série, ok? –, a gente descobre o mistério da origem do Jace (que não era mistério pra ninguém lendo isso aí, não), com a mesma interação bacaninha entre os personagens. Tem também muita ação, boas descrições das batalhas e aquela emoçãozinha toda que Dona Cassandra sabe usar bem. Com o arco principal resolvido em A cidade de vidro, a autora é inteligente em criar novos ganchos pra justificar o próximo volume. Ainda não cheguei lá!

 

modern-romance#15 Modern romance: an investigation (Romance moderno: uma investigação), do Aziz Ansari (2015): Fui ler o livro do Aziz depois de ter assistido Master of none na Netflix e ter gostado muito da série. Não tem nenhuma relação direta, mas fiquei curiosa pra entender mais sobre o cara, já que o tipo de humor que ele faz me agrada bastante. Nesse livro, o Aziz se propõe a investigar como as pessoas namoram na era digital e visita uns cinco países pra coletar dados e fazer entrevistas. O resultado é um estudo sério e informativo relatado num tom leve e bem-humorado, com o apoio do Eric Klinenberg, que é professor de sociologia na NYU. Eu ouvi o audiobook, que é narrado pelo próprio Aziz, e ri muito com ele. Interessante ver que tem outras pessoas enfrentando as mesmas neuras e dificuldades nos relacionamentos digitais ou da vida real, o que reforça a teoria de que não tá fácil pra ninguém.

 

all-the-bright-places#16 All the bright places (Por lugares incríveis), da Jennifer Niven (2015): Um dos livros mais comentados de YA de 2015, All the bright places conta a história da Violet, uma adolescente que perdeu a irmã mais velha num acidente de carro e que acaba fazendo amizade com o ‘esquisitão’ da escola, Finch. O Finch, por sua vez, tem seus próprios problemas e os dois, unidos por causa de um trabalho de escola, vão (?) aprender a lidar com a depressão. No post anterior, eu comentei que me irrito um pouco com livros YA do estilo ‘desgraça alheia’ e esse é um exemplo disso. O que não significa que eu não entenda e apoie a discussão de assuntos seríssimos como a depressão entre jovens, pelo contrário. Mas esse livro não me agradou muito por, infelizmente, colocar uma distância entre leitor e personagens que não consegui ultrapassar: demorei muito pra terminar, tanto por ser uma leitura difícil (em conteúdo) quanto por achar a narração meio arrastada. Porém, vi muita gente comparando All the bright places com The fault in our stars (A culpa é das estrelas), outro que li e não gostei muito. Vai ver o problema sou eu e meu coraçãozinho de gelo!

harry-potter#17 Harry Potter and the sorcerer’s stone (Harry Potter e a pedra filosofal), da J.K. Rowling (1997): Momento confissão: esse é o único volume que li da série toda! Não tenho nada contra, mas não sei explicar porque não me interesso em ler mais (vista a quantidade de livros de fantasia que eu leio). Só posso dizer que li e achei ok; não senti necessidade de ler o resto, mas fico pensando se devo. Talvez melhore à medida em que o Harry vai crescendo? Acho que quando tive notícias dessa saga, eu já estava fora de alcance, sabe? Lembro que na época em que eu tomei conhecimento da história, eu estava em outro momento, outra vibe. E agora sinto que não consigo aproveitar como deveria. Ou seria implicância minha?

 

#18 a #21 The Lunar chronicles (As crônicas lunares), da Marissa Meyer (2012-2015): Ficção-científica e contos de fadas? Manda mais que tá pouco! Essa série conta com quatro volumes, cada um focado num conto de fadas diferente, mas costuradinhos na história central. Li um atrás do outro, não conseguia largar!

cinder

No primeiro, Cinder, temos uma Cinderela cyborg que, ao invés de perder o sapato no baile, perde o pé mecânico!!! Cinder mora na em New Beijing (Nova Pequim) e trabalha numa oficina pra sustentar a madrasta e duas irmãs postiças e um belo dia o Príncipe entra na loja pra consertar um tablet (ou equivalente). Rola um climinha, claro. Mas o império tá sendo assolado por uma epidemia que vem matando mais e mais gente e não sobra muito tempo pra romance, não. Aí tem a madrasta horrorosa, o baile desastroso e a arqui-inimiga da Cinder, a rainha de Luna (a lua mesmo, que tem população nativa) que oferece a cura pra epidemia se o Príncipe casar com ela. MAS acontece que a Cinder é muito mais importante do que gente imagina😀 (Por que na China, né? Descobri outro dia que uma das versões mais famosas da Cinderela é chinesa!)

scarlet

 

O segundo volume é Scarlet, uma reinvenção badass da Chapeuzinho Vermelho situada na França, com direito a vovó desaparecida, segredos de família e lobos sensualizando geral. Os lobos são soldados lunares geneticamente modificados pra terem a aparência e as habilidades dos animais, mas a Scarlet, enquanto procura pela avó, acaba se envolvendo com um desses soldados. Eles encontram a Cinder no meio do caminho e vão se unir contra a rainha Levana.

 

 

cress

 

 

O terceiro livro, Cress, foca em uma garota que vive trancada num satélite que orbita a Terra e, como ela nunca pode sair dali, tem um cabelo enorme que nunca foi cortado. Aqui, a Rapunzel, ou Cress, é uma espiã pra rainha Levana, mas que acaba traindo o reino de Luna e se juntando a Cinder. Cress tem umas habilidades loucas com eletrônicos e softwares, além de uma origem obscura, cortesia do governo lunar, que a gente descobre mais tarde.

 

winter

O último volume das Crônicas é Winter, cuja protagonista perdeu o pai ainda criança e cresceu sob os cuidados da madrasta, rainha Levana. Uma das coisas mais interessantes sobre a Winter é que ela se nega a usar os poderes que os lunares têm, o que faz com ela vá ficando louca aos poucos e tenha umas alucinações lindas com a neve. Já deu pra perceber que a rainha não é muito amada, né? Todo mundo quer é se livrar dela e a Winter vai ajudar a começar a guerra no quintal de casa. Uma das séries mais cativantes que eu já li; mesmo com esse universo de ficção-científica, juro que tudo faz muito sentido e dá uma renovada nas velhas histórias. Gosto de como as protagonistas são fortes e não dependem de fadas madrinhas pra se virarem, além dos diálogos serem cheios de humor e os casais serem fofos.

an-ember-in-the-ashes#22 An amber in the ashes – An amber in the ashes #1 (Uma chama entre as cinzas), da Sabaa Tahir (2015): Já deve ter ficado claro que tenho uma fraqueza por séries YA, né? O que vou dizer? Tenho, mesmo. Aqui, a escrava Laia vai se infiltrar na casa da comandante dos soldados mais excepcionais do império e espionar pra resistência a fim de conseguir ajuda e libertar o irmão preso. Elias é o filho dessa comandante e o melhor soldado que as Máscaras já viram e rola o maior climão entre ele e a Laia. Inspirado no Império Romano, o universo ficcional do livro tem ghouls, magia, traições e muita ação. Até acho que a primeira metade vai mais devagar (talvez pra situar a gente), mas a parte final é ótima e as lealdades são postas à prova com muitas reviravoltas. Sinceramente, achei bem pesado pra um YA, com cenas de tortura, assassinatos, chibatadas e muitas mortes nas batalhas – nada de mau gosto, só diferente pro gênero. Tem toda uma mitologia bastante peculiar que me agrada muito.

rebel-of-the-sands#23 Rebel of the sands – Rebel of the sands #1 (A rebelde do deserto), da Alwyn Hamilton (2016): Ok, acho bem difícil eu me interessar uma história que se passe num deserto. E acho mais difícil ainda o autor/a autora conseguir um enredo bacana quando ele/ela só tem areia pra trabalhar. Mas esse não é o caso de Rebel of the sands, que me cativou desde o começo da narrativa com um estilo muito próprio e com uma protagonista muito bem construída, engraçada e espertinha. A narração é muito boa e a Hamilton usa muito bem o cenário pra construir sua história: o deserto é também um personagem e no fim a gente se convence de que o enredo não poderia se passar em outro lugar. Adoro protagonistas fortes e independentes e a Amani não decepciona: ela mora em Dustwalk, mas deseja ir embora pra escapar do tio que anda se passando com ela. Quando ela ajuda um forasteiro, procurado pela guarda real, a se esconder, surge a chance de ir embora com ele – o que acaba revelando algumas verdades sobre os dois.

wolf-in-white-van-cover#24 Wolf in white van, do John Darnielle (2014): Livro estranhíssimo, que conta a história do Sean e de como, depois de um acidente que o desfigurou, ele inventou um jogo de RPG – anos 1990, então era tudo pelo correio #oldschool. Mas o jogo é muito mais que isso e essa é a grande sacada do livro — cada movimento e cada rota não tomada implica uma decisão que pode mudar uma vida toda. Ainda mais quando dois jovens resolvem jogar o Trace Italian na vida real. Dá pra imaginar que vai dar M, né? Muitas referências bacanas à cultura dos anos 1980 e 1990 e uma espécie de reflexão sobre a vida, sobre decisões, sobre responsabilidade e perdão.

 

these-vicious-masks#25 These vicious masks – These vicious masks #1, da Tarun Shanker e da Kelly Zekas (2016): 1882, Inglaterra vitoriana, mutantes e mocinhas em perigo. Evelyn tá chateadíssima com a sociedade da época e tudo o que ela precisa fazer pra ser ‘aceitável’. Quando a irmã dela desaparece, ela manda a sociedade pra aquele lugar e vai pra Londres procurar a sumida com o Mr. Kent. Lá, ela descobre que a irmã foi sequestrada porque acreditam que ela tem habilidades extraordinárias e que o perigo é bem maior do que ela pensava. Demorei pra entrar no clima, mas lá pela metade, comecei a me divertir. Me aborreceu um pouco a mocinha repetindo “this is not a gothic novel”, quando claramente o enredo tem elementos góticos, mas ok. Além disso, Mr. Kent é vendido como ma-ra, mas não colou comigo. Bonus points pra atitude “fuck society” da garota. Não me animei a ler a sequência ainda.

Ufa! Chegamos no #25, mas logo volto com mais! E vocês? Já leram algum desses?

Até!

One thought on “Eu leio #2: mais leituras de 2016

  1. Pingback: Eu leio #3: Heartless, da Marissa Meyer – resenha | undone thoughts

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s