eu leio #6: últimas leituras de 2016

Pois, 2016 acabou, mas ainda deu tempo de incluir, na semaninha entre Natal e Ano Novo, mais umas leituras. Aproveitei a pausa no trabalho pra esticar um pouco mais a lista de livros lidos, já que tive essa folguinha. Eba!

Pra conferir os posts com os ‘lidos’ de 2016, vai clicando: eu leio #1, eu leio #2eu leio #3eu leio #4eu leio #5.

Logo depois do Natal terminei The lie tree (A árvore da mentira, 2015), da Frances Hardinge, que venceu como Livro do Ano no Costa Books. Vi algumas pessoas falando muito bem do livro e fiquei curiosa porque achei a descrição bem minha cara: Inglaterra vitoriana, Ciências Naturais, gótico. OH, YES!

the_lie_tree_coverFaith é filha de um paleontólogo renomado e tem uma sede enorme pelo conhecimento – o que, pra uma mocinha da época, não era lá um interesse muito incentivado. Acontece que o pai dela acaba desacreditado e vai com a família pra uma ilha, onde ele se junta a uma escavação, mas a Faith quer descobrir porque eles tiveram que sair às pressas de Londres e começa a investigar os escritos/diários/anotações de campo do pai. Aí, ela descobre o segredo: uma árvore que se alimenta de mentiras e cujos frutos revelam verdades. Mas têm outras pessoas que querem a árvore e estão dispostas a tudo para pôr as mãos nesse tesouro. Cabe a Faith testar os ‘poderes’ dessa árvore pra salvar a família e o nome do pai, num enredo que vai ficando cada vez mais tenso até culminar numa ótima sequência final!

now-you-see-meDepois, seguindo no clima de suspense, li Now you see me (2011), da Sharon Bolton, o primeiro volume da série Lacey Flint. Lacey é uma detetive da polícia de Londres e se vê envolvida numa série de assassinatos que imitam os casos do famoso Jack, o Estripador. A suspeita cai sobre a própria Lacey, que está sempre presente nas cenas dos crimes antes da polícia; as coisas pioram quando os investigadores descobrem que ela é obcecada pelo Estripador e sabe tuuudo sobre os assassinatos. A partir daí, a Lacey se torna meio suspeita, meio consultora da investigação, num jogo muito interessante entre o passado do Estripador e do assassino dos dias atuais. Além do mistério do enredo em si, eu gostei muito de como a autora é sacaninha e nos apresenta uma narradora não-confiável (a própria Lacey), cheia de segredos e sempre preparada pra se defender. As reviravoltas valem muito a pena e o final me pegou de surpresa!

dois-irmaosPor fim, pra encerrar o ano, li Dois irmãos (2003), do Milton Hatoum. Esse é um daqueles que escapou de mim durante a graduação, mas resolvi acabar com esse desencontro (ele me assombra há anos) e achei que a estreia da série seria um momento apropriado pra ler o dito cujo. Olha, gostei muito da mistura de cultura libanesa com o Amazonas – coisas que só a literatura nacional faz pela gente! Yaqub e Omar são gêmeos e se odeiam desde o nascimento e parecem fazer o possível para serem o mais diferente que puderem, mas, já que compartilham a mesma cara e o mesmo sangue, não conseguem se desvencilhar um do outro. Uma história de amor, de ódio, de vingança, de perdão, Dois irmãos me encantou pela exuberância (do cenário, das emoções) e pelo contraste entre os gêmeos que podem ser vistos como as duas metades do mesmo homem, metades que não reconhecem o outro como parte de si.

*

Que 2017 seja cheio de leituras gostosas e que a gente possa compartilhar essas delícias!

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