Eu leio #9: 4 leituras de fevereiro

Estou de volta mais uma vez com o resuminho do mês que passou: entre alguns ‘não terminei’ (porque a vida é curta e nem todo livro precisa ser terminado), esses são os que concluí com alegria. Esse mês teve menos leituras porque, além de ter uns diazinhos a menos, eu assisti uns filmes por aí e não dediquei tantas horas pra leitura.

Além disso, tenho uma doença que chama ‘séries de tv’ e inventei de ver várias coisinhas que estrearam e entre as mais amadas até agora estão Legion (porque Dan Stevens), Riverdale (porque me faltava esse filho de Twin Peaks e Gossip Girl na vida), Big little lies (mesmo não tendo terminado de ler o livro, o elenco me convenceu a ver) e Taboo (porque Tom Hardy) além de todas as outras coisas que já vejo normalmente. I KNOW!!

Também preciso compartilhar que fui convidada pela Rebeca, do Blog Papel Papel, a contribuir com meus livros inesquecíveis no post coletivo que ela organizou por lá. Confere, tá cheio de dica bacana: clica aqui!

Maaas como esse post é pra falar dos livrinhos lidos, vamos a eles:

caravalCaraval (Caraval #1, 2017), da Stephanie Garber:  Eita livrinho que me assombrou pelas timelines da vida até que me rendi e fui ler. Aqui a gente tem duas irmãs, Scarlet e Donnatella, que são fascinadas pelo Caraval, que é uma espécie de show de magia por vezes itinerante, comandado pelo poderoso Legend. Todos os anos, Scarlet escreve pro cara na esperança de ganhar ingressos pra participar dos “jogos” que ele organiza, mas nunca tem uma resposta – até que, depois de enviar uma última carta antes do seu casamento, a Scarlet recebe três convites pra jogar. O plano é simples: ir com a irmã e o pirata espertinho (que vai ajudar as meninas) até a ilha onde vai acontecer a competição, ganhar o prêmio e voltar a tempo pro casamento. Será?! Achei bem divertido e li beeem rápido, em parte de curiosidade pra saber como termina e em parte porque a narrativa tem umas cenas muito interessantes. A autora usa bem a magia pra criar uma ilha um tanto fantástica, um tanto aterrorizante onde nem tudo (ou quase nada) é o que parece. Vale destaque pras passagens bem tensas de violência cometida pelo pai das moças e pro fato de a Scarlet ver as emoções em cores 😀

kings-cageKing’s cage (A prisão do rei – A rainha vermelha #3, 2017), da Victoria Aveyard: Espereeeei um ano todo por essa sequência e li em três dias! Eu gosto muito da narrativa da Aveyard e de como ela constrói os personagens. Se tu ainda não leu nada da série Red Queen: os livros tratam de uma sociedade dividida entre vermelhos (plebeus) e pratas (nobreza), onde os primeiros são humanos comuns e os segundos, uma espécie de mutantes com uns poderes bizarros. Até que uma serva vermelha descobre que tem poderes também e se inicia uma guerra civil e política entre as classes dominante e dominada. Mare Barrow é a protagonista que, além de se descobrir dona de um talento poderoso, se vê dividida entre dois príncipes. Nesse terceiro volume, muito mais psicológico do que os anteriores, vemos a Mare lutando contra seus demônios e suas dores, mas também tem cenas de batalha épicas e, como já é marca registrada da Aveyard, plot twists safadeenhos. Acho que o próximo (e até onde sei, último) volume vai ser bastante político, julgando por como terminamos o King’s Cage, mas quero ver tudo pegar fogo com o triangulinho amoroso!

history-is-all-you-left-meHistory is all you left me (2017), do Adam Silvera. Eu tava muito curiosa pelo segundo livro do cara, mas não esperava gostar tanto quanto gostei de More happy than not. Já fui com um pouco de receio porque, desde o começo, já sabia que o livro ia ser tristinho: Griffin acaba de perder o melhor amigo e ex-namorado e precisa lidar com essa vida de merda que sobrou pra ele. Theo, o ex, tava morando em outro estado e já tava namorando outro cara, mas isso não impede que o Griffin sinta, e muito, a morte do outro. Os capítulos variam entre o passado (dois anos atrás) e o presente e são narrados pelo Griffin, como se ele estivesse falando com o Theo, e a narração explora bastante as “manias” do Griffin, que tem TOC. Preciso dizer que eu demorei pra me render à história porque sabia que, em algum momento, eu ia ficar deprê – já falei que não gosto de livros YA que lidam com doença, acabo me proibindo de mergulhar muito na história pra proteger meus sentimentos – mas, como tinha gostado muito do livro anterior do Silvera, resolvi baixar a guarda. Acho que o principal motivo pra isso foi o desenvolvimento do enredo, porque o Griffin resolve tentar uma aproximação com o namorado do Theo, já que os dois estão “no mesmo barco” e a história fica muito interessante a partir daí. E foi ótimo porque o livro é lindo e trata muito bem sobre a dor da perda, o perdão e o recomeço – mas precisei de um abraço no fim (pausa pra comentar que o autor me respondeu no Twitter – adoro as internets!). Como se não bastasse, o Silvera ainda vai lançar mais um livro esse ano, que promete acabar comigo de novo, porque chama They both die at the end (Os dois morrem no final) e vai misturar distopia e ficção científica.

my-cousin-rachelMy cousin Rachel (Minha prima Raquel, 1951), da Daphne Du Maurier. Nunca tinha lido um romance da Du Maurier – só li o conto que inspirou Os pássaros, do Hitchcock – e, estranhamente, não comecei por Rebecca (o mais conhecido dela). Acontece que vi o trailer do filme e quis ler o livro (sou dessas) – que elenco, hein? A impressão que eu tenho é que o filme não vai forçar tanto no fator “eu desprezo as mulheres” que o narrador, Phillip, insiste em anunciar sempre que pode. Phillip Ashley é um órfão criado pelo primo, Ambrose Ashley, como filho mimado e absorbe toda a filosofia misógina do guardião, como bom pupilo e herdeiro. Com a saúde frágil, Ambrose vai passar o verão na Itália onde conhece a Condessa Rachel Sangalletti e acaba se casando com ela. Cada vez mais debilitado, ele não volta pra Cornualha, mas envia cartas pro Phillip contando sobre a felicidade da vida de casado até que o tom dessas revelações começa a mudar e o Ambrose, já no fim da vida, culpa a Rachel pela sua morte. Phillip, agora herdeiro da fortuna, cultiva o ódio contra a prima viúva, alimentado pelas cartas febris do defunto. Mas tudo muda quando a prima Rachel resolve ir pra casa do falecido marido, mesmo que o testamento não tenha deixado nada pra ela. Aí começa o problema, porque o Phillip é completamente ignorante sobre as mulheres, apesar de proclamar seu machismo a quem interessar, e, como a prima não é nada daquilo que imaginava, ele se vê em conflito com tudo aquilo que acredita. Como a narração é do próprio Phillip, a gente fica na dúvida sobre o caráter da Rachel e essa é a grande sacada: ela é culpada pela morte do marido e não passa de uma aproveitadora ou é vítima de um pensamento torpe que considera todas as mulheres seres falhos e intrinsicamente más? Achei muito Bentinho e Capitu, viu?

E esses foram os livros que terminei em fevereiro. Será que vale a pena fazer a lista dos ‘não terminei/adiei/tô enrolando’?

Até a próxima!

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